Como emitir sua primeira NFe no ID SISTEMAS
Do certificado digital à autorização na SEFAZ: o caminho completo da primeira nota, sem pular etapa.
O Simples Nacional não acabou com a reforma. Mas a pergunta "vale a pena continuar?" deixou de ter resposta única — ela passou a depender de para quem você vende.
No modelo novo, quem compra aproveita como crédito o imposto destacado na nota do fornecedor. Uma empresa no regime regular destaca IBS e CBS cheios; o cliente aproveita tudo.
Uma empresa no Simples recolhe em guia única, e o crédito que ela transfere é menor. Para o cliente empresa, comprar de fornecedor no Simples passou a ser mais caro — não no preço, no crédito que ele deixa de tomar.
| Seu cliente | Efeito |
|---|---|
| Consumidor final | Nenhum. Ele não toma crédito de nada |
| Outra empresa | Alto. O crédito menor vira desconto exigido no preço |
| Mistura dos dois | Depende da proporção — e vale medir, não estimar |
Uma loja de bairro, um restaurante, um salão: o cliente é pessoa física e a discussão não existe. O Simples continua sendo o regime mais simples e normalmente o mais barato.
Uma indústria que vende para revenda, um prestador que atende empresas, um distribuidor: aí a conta precisa ser refeita.
O artigo 41 da LC 214/2025 prevê que a empresa do Simples possa optar por apurar IBS e CBS pelo regime regular, fora do DAS, mantendo o Simples para os demais tributos. Isso resolve o problema do crédito sem jogar fora a simplicidade do resto.
É uma escolha com efeito prático imediato na competitividade, e não dá para decidir no olho: precisa de simulação com os números reais da empresa.
Não é uma decisão que se toma quando der. A Receita abriu a opção em janela:
| Etapa | Prazo |
|---|---|
| Manifestar a opção | De 1º a 30 de setembro de 2026 |
| Período em que ela vale | Janeiro a junho de 2027 |
| Cancelar sem consequência | Até o último dia de novembro de 2026 |
| Segunda janela, para quem perder a primeira | Março de 2027, valendo no segundo semestre |
Repare na terceira linha: dá para optar em setembro e voltar atrás até novembro. Na prática, são dois meses a mais para refinar a simulação sem perder a vaga. Quem deixa passar setembro sem decidir não ganha esse tempo — ganha uma espera até março.
Com esses três números, a simulação sai em uma reunião. Sem eles, qualquer resposta é chute.
E vale marcar essa reunião olhando o calendário: a janela de setembro fecha no dia 30.
Quem responde pelo seu caso concreto é a sua contabilidade. Este texto serve para você chegar na conversa sabendo o que perguntar.
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